Acende alerta sobre riscos e falhas técnicas em fachadas
A queda de pastilhas da fachada de um edifício residencial em Araranguá, no interior de Santa Catarina, reacendeu o debate sobre segurança, manutenção predial e responsabilidade técnica em edificações residenciais. O caso ganhou repercussão após um técnico em reformas de fachadas divulgar um vídeo denunciando o risco iminente de acidentes no local.
Vídeo da Joven Pan: https://www.instagram.com/reel/DSxYyTGArVw/?igsh=MjV6eWU0eGUwMzFo
As imagens mostram peças soltas na parte superior do prédio e uma grande quantidade de pastilhas já espalhadas pelo chão. Em um dos registros mais impactantes, um ladrilho aparece com força suficiente para perfurar um cano metálico do condomínio, evidenciando o alto potencial de ferimentos graves caso o material atingisse moradores, trabalhadores ou pedestres que circulam pela área.

Segundo o profissional, não houve feridos até o momento. Ele informou que foi acionado após reclamações encaminhadas ao síndico e que decidiu gravar o vídeo como forma de alerta, chamando atenção para a importância da manutenção preventiva de fachadas, especialmente em áreas residenciais com circulação constante de pessoas.
O conteúdo foi veiculado pela Jovem Pan News, ampliando a discussão pública sobre um problema que, segundo especialistas, está longe de ser pontual.
Especialistas alertam: “Não é um problema isolado nem exclusivo das pastilhas”
Profissionais experientes em engenharia diagnóstica e manutenção predial reforçam que não é possível generalizar nem atribuir a responsabilidade exclusivamente ao revestimento cerâmico ou de vidro.
“Casos como esse são, em geral, o resultado de falhas acumuladas ao longo do tempo. As pastilhas são revestimentos tecnicamente excelentes e duráveis, mas dependem de um sistema construtivo bem executado, inspeções periódicas e manutenção adequada”, aponta um dos especialistas ouvidos.
Outro profissional destaca que, em muitos edifícios, o problema não está apenas no revestimento, mas no conjunto do sistema:

“É comum encontrarmos emboços mal executados, ausência de preparo adequado do substrato, falhas de impermeabilização, eflorescências e assentamentos incompatíveis com as solicitações da fachada. Quando isso não é corrigido, o desplacamento se torna apenas uma consequência.”
Impermeabilização inadequada agrava o risco
Entre os relatos técnicos, chama atenção o uso indevido de impermeabilizantes à base de silicone, prática ainda comum em algumas intervenções corretivas.
“Além de não resolver o problema estrutural da fachada, esse tipo de produto pode agravar a situação. Ele cria uma superfície que retém poeira e poluição, altera o comportamento higrotérmico do sistema e não impede a progressão das patologias internas”, alerta um especialista em reabilitação de fachadas.
A infiltração de água, associada à falta de barreiras hidrorrepelentes adequadas, gera pressões internas, degrada o emboço e compromete a aderência do revestimento, aumentando significativamente o risco de queda de materiais.
Quando a responsabilidade técnica e normas não podem ser ignoradas
Especialistas também reforçam que a responsabilidade é compartilhada e normatizada, conforme as normas da ABNT:
- Projetistas, construtores e fornecedores respondem por vícios construtivos e de materiais;
- Síndicos e administradores têm obrigação legal de garantir inspeções periódicas e manutenção contínua;
- Profissionais que realizam inspeções, laudos e obras assumem responsabilidade técnica direta, ética e indelegável.
“Atuar em fachadas não é uma simples atividade de empreitada. Trata-se de uma área de alto risco, que exige formação, experiência e decisões técnicas comparáveis às de áreas críticas da engenharia”, reforça um dos depoimentos.
Quando o retrofit é inevitável
Em alguns casos, após inspeção criteriosa, a única solução viável é a reabilitação abrangente da fachada, com remoção total do revestimento comprometido.
“Condenar uma fachada é uma decisão extrema, com impacto financeiro relevante. Por isso, o parecer técnico precisa ser muito bem fundamentado. Quando necessário, alternativas de revestimento podem ser estudadas, desde que o substrato esteja em condições adequadas”, explicam os especialistas.
Nesse contexto, sistemas minerais de alto desempenho, como os desenvolvidos pela NanoRocha, surgem como opções técnicas viáveis, sempre condicionadas à correta preparação do emboço e à aplicação por profissionais capacitados.
Soluções técnicas que podem auxiliar na prevenção e reabilitação
Embora nenhum produto substitua diagnóstico técnico, correção de substrato e manutenção periódica, algumas soluções da nano4you Construction podem contribuir de forma preventiva e complementar para reduzir a progressão de patologias em fachadas expostas:
- Nano Protege Muros e Fachadas Impermeabilizante hidrorrepelente de base nanotecnológica, indicado para superfícies verticais porosas. Atua reduzindo a absorção de água por capilaridade, ajudando a preservar o emboço e a estabilidade do sistema de revestimento, sem alterar o aspecto estético.

- Sistemas minerais NanoRocha
Em cenários de retrofit, quando há necessidade de substituição integral do revestimento, os sistemas NanoRocha podem ser considerados como alternativa técnica, desde que o substrato esteja devidamente preparado e a especificação seja realizada por engenheiros habilitados.
Especialistas ressaltam que essas tecnologias não são soluções paliativas, mas ferramentas técnicas que devem integrar um plano de manutenção predial estruturado, alinhado às normas e às boas práticas da engenharia.
Um alerta que vai além de Araranguá
O episódio em Araranguá reforça um ponto essencial: pastilhas não caem sozinhas. O desplacamento é, quase sempre, o sintoma visível de um conjunto de falhas técnicas, ausência de manutenção e decisões equivocadas ao longo da vida útil da edificação.

Para a nano4you, o caso serve como alerta técnico e institucional: fachadas devem ser tratadas como sistemas de segurança, não apenas como elementos estéticos.
Prevenção, inspeção periódica, capacitação profissional e respeito às normas técnicas continuam sendo os pilares fundamentais para evitar acidentes e preservar vidas.
Para você. Para o próximo. Para o futuro.
For you. For others. For tomorrow.
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